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Por Rodrigo Caetano Publicado em: 06/07/2020 às 15h40

Energia solar triplica no país em 1 ano. Saiba quanto dá para economizar


  Os pequenos sistemas de geração de energia solar, instalados nos telhados de residências e empresas, atingiram 3 GW de potência instalada no país, o suficiente para abastecer 1,2 milhão de casas, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).
  Esse tipo de geração triplicou no Brasil, nos últimos 12 meses, e cresceu 45% nos últimos seis, apesar da pandemia. Existem, atualmente, 255.000 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, que abastecem 319.000 unidades consumidoras, como são denominadas as ligações de energia feitas pelas distribuidoras. Ao todo, os brasileiros investiram mais de 15 bilhões de reais em energia solar.
  “O setor solar fotovoltaico brasileiro gerou 165.000 empregos desde 2012, espalhados por todas as regiões do país. Apenas nos primeiros cinco meses de 2020, o mercado criou mais de 37.000 postos de trabalho, mesmo em meio à crise econômica e sanitária da covid-19”, afirma Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar.
  Projetos residenciais respondem por sete em cada dez instalações de painéis solares no país. Em termos de potência instalada, no entanto, as empresas de comércio e serviços estão na frente, com 39,5% da capacidade total.
  A possibilidade de economizar na conta de luz é o principal atrativo dos sistemas fotovoltaicos. Segundo Bárbara Rubim, CEO da consultoria Bright Strategies, em tempos de pandemia, a energia solar ganhou um novo aspecto econômico ao atuar como redutor de gastos fixos de comércios e outros estabelecimentos. “Um ponto de destaque é a maior previsibilidade que o consumidor adquire quando decide migrar para a geração solar, pois passa a ficar blindado dos impactos das políticas tarifárias”, afirma Rubim.
  Essa economia pode chegar a 95%, dependendo da região onde o sistema foi instalado e dos hábitos de consumo. Os equipamentos, no entanto, não são baratos. Um sistema residencial, com capacidade de 2 kWp (unidade que define a potência máxima de um painel fotovoltaico), sai por volta de 14.000 reais.
  Alguns bancos oferecem condições de financiamento voltadas para o segmento. Em alguns casos, o valor da parcela pode ficar menor do que a economia de energia. Ou seja, o sistema sairia, praticamente, de graça.
  Segundo cálculos do Portal Solar, market place de equipamentos para energia solar, que opera uma linha de crédito com o banco BV, os maiores beneficiados são os consumidores com contas de luz a partir de 500 reais. Considerando um prazo de 72 meses de financiamento, a parcela de um sistema de pequeno porte ficaria por volta de 590 reais. Como a economia supera os 90%, um consumidor que paga cerca de 650 reais pode compensar o valor gasto.
  Para os pequenos comércios, a vantagem é ainda maior. Segundo o BV, uma padaria, por exemplo, arcaria com uma parcela de 1.850 reais para instalar um sistema adequado às suas necessidades. Já a economia de energia pode chegar a 2.500 reais mensais.





Publicado em: 20/07/2021 às 13h02

2 anos após tragédia da Vale, quatro cidades do entorno de Brumadinho ainda sofrem com impactos


  Há dois anos, Selma Barbosa vendia hortaliças para a Central de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa). A horta era irrigada com a água do Paraopeba, que passava perto da casa dela. Mas às 12h28 do dia 25 de janeiro de 2019, um “mar de rejeitos” vindo da barragem de Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, contaminou o rio.
  Entenda os impactos na região dois anos após rompimento
  “O rio era tão limpinho tão maravilhoso. Eu plantava milho, alface, couve, cebola, pimentão, tomate, quiabo, banana. Eram a minha renda. Eu perdi tudo. Agora só Deus para ter misericórdia da gente”, disse a produtora rural que precisou vender as criações de gado e de porcos para poder sobreviver.
  Selma está entre as 3.066 pessoas que sofrem as consequências da contaminação do Rio Paraopeba em São Joaquim de Bicas – cidade em que mora –, Betim, Mário Campos e Juatuba.
  Em Brumadinho, os problemas se repetem e a população ainda vive o luto pelas 270 vidas perdidas no dia 25 de janeiro de 2019. As buscas do Corpo de Bombeiros pelas 11 vítimas que seguem desaparecidas continuam no entorno da barragem. Ao longo de 2 anos, foram mais de 6 mil horas de trabalho, com quase 4 mil militares.
  Os moradores de Brumadinho ainda tentam se reerguer. No Córrego do Feijão, comunidade que dá nome à mina da Vale onde ocorreu o rompimento, quem quer continuar no local diz que tem medo do vazio do distrito. Segundo os moradores, está acontecendo uma expulsão indireta. A Vale compra imóvel das pessoas e não faz nada com as casas, que ficam abandonadas. Eles temem que a memória do lugar fique encoberta por mato.
  Sem renda
  De acordo com um relatório feito pela Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas), contratada como assessoria técnica independente, por determinação da Justiça, 62,51% dos atingidos não exercem nenhum tipo de atividade remunerada em Betim, Juatuba, Mário Campos e São Joaquim de Bicas. Selma, por exemplo, vive hoje do bolsa-família.
  “A gente vive aqui sem renda nenhuma. Às vezes eu escovo o cabelo de alguém. A gente vive assim hoje. Era tanta fartura, acabou tudo”, contou ela.
  Segundo o relatório, 67% dos atingidos de São Joaquim de Bicas tiveram diminuição de renda após o rompimento da barragem da Vale. Em Mário Campos, este índice chegou a 66%. Em Juatuba, o número foi 64% e 63% em Betim.
  "Os moradores atingidos pelo rompimento tiveram renda muito prejudicada. A questão da contaminação da água, morte de rebanhos e animais, contaminação de hortas, por exemplo, vem acarretando progressivamente danos à saúde das pessoas e ao desenvolvimento econômico local. Os danos são constatados desde a perda dos espaços e formas de produção até o aumento do custo de vida no território", disse o coordenador institucional da Aedas, Luiz Ribas.
  Falta água para beber
  Caminhão-pipa da Vale abastece caixa d'água na região do Rio Paraopeba — Foto: Vale/Divulgação
  Caminhão-pipa da Vale abastece caixa d'água na região do Rio Paraopeba — Foto: Vale/Divulgação
  Ainda segundo o relatório, menos de 40% das famílias atingidas têm regularidade no abastecimento de água. Desde a suspensão do uso da água do Paraopeba, os moradores relatam problemas no abastecimento.
  O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) constatou que o Rio Paraopeba, no trecho entre Brumadinho e Pompéu, está impróprio para consumo e agricultura. Desde então, o abastecimento e a distribuição de água potável têm sido responsabilidade da Vale, de acordo com determinação da Justiça.
  Porém, de acordo com relatório da Aedas, 12% dos atingidos de São Joaquim de Bicas, 11% dos de Betim, 7% dos de Mário Campos e 6% dos de Juatuba disseram que não têm água para beber.
  Água do Rio Paraopeba está imprópria para consumo — Foto: Ibama/Divulgação
  Água do Rio Paraopeba está imprópria para consumo — Foto: Ibama/Divulgação
  "Até setembro de 2020, cerca de 1.165 famílias entraram em contato com as assessorias técnicas, principalmente apontando problemas na distribuição de água feita pela Vale", disse Luiz Ribas.
  Várias comunidades se tornaram dependentes dos caminhões-pipa disponibilizados pela Vale, na tentativa de minimizar o problema de abastecimento. Segundo a mineradora, 55 veículos percorrem, juntos, 11 mil quilômetros por dia, em média, levando água para moradores ribeirinhos manterem as criações e hortas. Fardos de água mineral para uso doméstico também são distribuídos, segundo a Vale.
  “Hoje a gente tem que molhar as plantas com pingo de água que recebe de vez em quando. Plantinhas fazem até dó”, disse Selma.
  Muitos moradores também relataram problemas com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Em Juatuba, 86% dos atingidos se sentem inseguros de usar a água fornecida pela empresa. Em Betim, este número está em 69%; em Mario Campos, 60% e em São Joaquim de Bicas, 52%. Segundo o relatório, 31% dos atingidos de Mario Campos relataram problemas de saúde que teriam sido causados pela água, como problemas intestinais e de pele. Em Betim, este índice chega a 30%, 26% em São Joaquim de Bicas e 25% em Juatuba.
  “O que mudou foi a tranquilidade. Aumento de dúvidas com relação a qualidade da nossa água, do ar, do solo. Antes da tragédia, o nosso rio recebia visitações. Hoje não acontece mais, pois não se pode pescar”, contou Vanessa Antônia Gonçalves do Prado, moradora de Juatuba.
  De acordo com ela, os problemas no abastecimento ficaram frequentes depois da tragédia.
  “Tem dias que falta muita água. Meu marido, uma vez, ficou com as mãos com cheiro forte de ferrugem após me ajudar com afazeres da casa”, disse a dona de casa.
  Comportas da unidade de captação de água do Paraopeba não funcionam desde o rompimento — Foto: Thais Pimentel/G1
  O Sistema Paraopeba, criado no fim de 2015 para solucionar o problema de racionamento de água na época, se tornando responsável por 43% do abastecimento na Região Metropolitana de Relo Horizonte, está paralisado desde o rompimento da barragem.
  A Vale foi obrigada pela Justiça a construir um novo ponto de captação para evitar uma crise no fornecimento de água. A nova estação só deve ficar pronta em fevereiro. A Copasa informou que não há risco de desabastecimento porque os reservatórios estão operando acima da média.
  Sobre a desconfiança em relação à qualidade da água relatada por atingidos em Juatuba, Betim, São Joaquim de Bicas e Mário Campos, a companhia informou que as cidades são abastecidas pelas represas Rio Manso e Serra Azul. “Portanto, a água captada, tratada e distribuída para os moradores dessas cidades não é do rio Paraopeba”, disse a nota.
  Em atendimento à solicitação da Aedas, a Copasa “visitou todos os locais indicados pela associação com suspeita da qualidade da água, coletou e realizou a análise fisicoquímica da água distribuída. Todas as amostras confirmaram a potabilidade da água”.
  Sobre os relatos de falta de água frequente desde o rompimento da barragem, até a conclusão desta reportagem, a Copasa informou que o fornecimento está normal.
  Auxílio financeiro
  A Aedas ainda afirma que “não é adequada a proposição do uso do auxílio financeiro emergencial, ainda pago pela Vale, como forma de mitigação dos danos apresentados nesta matriz. É preciso reconhecer que o auxílio financeiro tem como finalidade a manutenção geral das condições de vidas das famílias atingidas, e a mitigação de danos relacionados à perda da capacidade ou redução drástica no auferimento de renda e/ou aumento de despesas cotidianas”.
  A assessoria técnica definiu 247 medidas para mitigação dos danos causados pelo rompimento da Barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho.
  A Vale disse em nota que o “pagamento emergencial mensal segue sendo pago a mais de cem mil pessoas residentes em Brumadinho e até 1 km do leito do rio Paraopeba. Os recursos destinados ao auxílio emergencial ultrapassam R$ 1,7 bilhão".
  Leia abaixo a nota da Vale na íntegra
  "A Vale não tem medido esforços para garantir que as pessoas impactadas pela interrupção da captação no rio Paraopeba tenham água sempre à disposição e em quantidade suficiente, bem como para viabilizar a continuidade das atividades de produtores rurais atingidos.
  Desde o rompimento, foram realizadas 2.262 visitas e mais de 15 mil atendimentos para identificar o volume de água necessário para atender plena e regularmente as famílias e produtores rurais elegíveis ao longo de 250 quilômetros de extensão do rio (de Brumadinho a Pompéu). Em janeiro de 2021, passamos da marca de 1 bilhão de litros de água distribuídos para uso doméstico, irrigação e dessedentação animal.
  As condições de armazenamento de água também foram aprimoradas. A Vale já doou 1.696 novas caixas d'água, 194 bombas hidráulicas e fez a interligação hidráulica de 609 propriedades. Também foram instalados 250 filtros para que as pessoas que possuem poços subterrâneos possam tratar melhor sua própria água.
  A empresa também instalou cerca de 360 captações de recursos hídricos, superficiais e subterrâneas (poços), para abastecimento da população dos 22 municípios impactados pelo rompimento, e também implantou sistemas de tratamento de água para adequação aos padrões de potabilidade.
  Para os produtores rurais ao longo da calha do rio Paraopeba, os cerca de 16 mil animais, que têm relação direta com a produtividade e renda de suas atividades, já receberam mais de 340 milhões de litros de água para dessedentação. Também foram instalados 893 bebedouros e fornecidas aproximadamente 80 mil toneladas de ração. Outra ação foi a instalação de 605 mil metros de cercamento para evitar o contato dos animais com a água do rio Paraopeba. Além disso, só para irrigação das plantações, os produtores receberam mais de 470 milhões de litros de água.
  De toda água distribuída pela Vale desde janeiro de 2019, cerca de 80% foram destinados para consumo animal e irrigação, o que possibilitou aos pequenos produtores impactados continuar com suas atividades produtivas.
  São 55 caminhões-pipa que percorrem, juntos 11 mil quilômetros por dia, em média, levando água para as pessoas elegíveis e para manter atividades produtivas (dessedentação animal e irrigação), além da distribuição dos fardos de água mineral para uso doméstico.
  Todos são higienizados mensalmente por empresas especializadas. A água distribuída é captada, já tratada pela Copasa, em duas estações de tratamento, em Juatuba e Curvelo. Adicionalmente, antes de cada entrega a Vale faz a análise do teor de cloro e analisa também outros parâmetros, como cor, pH, coliformes totais e E.Coli por amostragem em laboratórios credenciados e independentes. Em casos de violações de algum parâmetro, a água é imediatamente descartada e o caminhão higienizado novamente.
  O pagamento emergencial mensal segue sendo pago a mais de cem mil pessoas residentes em Brumadinho e até 1 km do leito do rio Paraopeba. Os recursos destinados ao auxílio emergencial ultrapassam R$ 1,7 bilhão."





Publicado em: 22/07/2021 às 08h40

Zema quer que profissionais da Educação tenham prioridade no Plano Nacional de Imunização


  O Governo de Minas formalizou pedido ao Ministério da Educação para que a comunidade escolar seja incluída como grupo prioritário no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a covid-19. O ofício, enviado na sexta-feira (9/4) ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi assinado pelo governador Romeu Zema e pelos secretários de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, e de Educação, Julia Sant’Anna.“Pedi ao Ministério da Educação para que professores e profissionais da área tenham prioridade na vacinação. Enviamos um documento que reforça a importância da inclusão da comunidade escolar como grupo prioritário no PNI, para que as aulas presenciais possam voltar de forma segura”, disse o governador.
  O documento explica a importância da inclusão de professores e demais trabalhadores da Educação como prioridade na vacinação, para que ocorra a volta gradual das aulas presenciais. A imunização se somaria ao protocolo de Saúde criado por um grupo de trabalho no Estado com orientações para o retorno da atividade“As aulas presenciais são um pilar no desenvolvimento intelectual, social e emocional dos estudantes. A vacinação da comunidade escolar reforçaria as ações implementadas no Estado para a garantia de um retorno seguro da atividade educacional”, afirmou Romeu Zema.
  O grupo de trabalho, ligado ao Comitê Extraordinário Covid-19, analisou artigos científicos e experiências nacionais e internacionais relevantes. Os técnicos, principalmente das secretarias de Saúde e Educação, e os representantes da comunidade médica mineira concluíram que o retorno às aulas presenciais é benéfico, especialmente no que diz respeito à saúde física e mental dos alunos e dos trabalhadores da Educação. A partir disso, foi elaborado um relatório para embasar as ações do Governo de Minas para permitir o retorno da atividade. Como estratégia para o ensino híbrido, a Secretaria de Estado de Educação utilizará, como referência, as ondas do plano Minas Consciente, criado visando à retomada das atividades de forma gradual e segura.
  Neste documento consta a necessidade de se fazer um retorno universal, monitorado, consciente, gradual, alternado, seguro, comunicado, híbrido e facultativo. Outro ponto é em relação à importância de se seguir as regras de distanciamento definidas pelo Minas Consciente nas ondas vermelha, amarela e verde. O Estado ainda deve monitorar os indicadores, tornando possível a suspensão temporária das aulas em classes, escolas, municípios ou estado, de acordo com a situação da pandemia. Por fim, quando necessário, deve haver preferência para o ensino infantil e os primeiros anos do fundamental em relação aos demais.





Publicado em: 20/07/2021 às 10h40

ONG de Juatuba-MG abriga animais com necessidades especiais


  A história de várias vidas contada entre gorjeados de pássaros e grunhidos de macacos, iraras, antas, tamanduás... Entre um piado e outro, um assovio ou rosnado, um homem fala rápido e anda ligeiro em meio a aproximadamente 530 animais - 400 deles silvestres e 130 domésticos. Para dar conta da lida diária na ONG Asas e Amigos, o veterinário Marcos de Mourão Motta, de 53 anos, dorme pouco e come quando sobra tempo. E não é para menos. O santuário, localizado em Juatuba, na região metropolitana de Belo Horizonte, possui quase 5 mil metros quadrados e há 25 anos abriga animais com deficiência e vítimas de maus-tratos. Como o próprio Marcos diz, "aqueles desprezados tanto pelo governo quanto pela sociedade".
  Arara-azul, ameaçada de extinção: na ONG Asas e Amigos a ave encontrou um porto seguro contra o contrabando
  A ONG é pioneira no país no abrigo de animais silvestres e assume uma batalha hercúlea contra o contrabando da fauna brasileira. A terceira maior atividade ilegal do mundo é responsável por tirar 38 milhões de animais de terras nacionais. Muitos deles já em vias de extinção. Quando têm a sorte de chegar até o abrigo, levados por órgãos de proteção ambiental, os bichos recebem o seu salvo-conduto. Ganham passaporte direto para a aposentadoria. "Infelizmente, a maioria deles vem com sequelas que impossibilitam sua reintrodução na natureza", diz o veterinário. Ironicamente, estarão mais seguros presos em viveiros do que livres em seu habitat natural.
  A coruja Murucututu, uma das maiores do Brasil: ela vive segura em um dos vários viveiros que abrigam aves
  A luta pelos mais fracos começou cedo, antes mesmo de Marcos receber o canudo da formatura. "Eu já nasci com esse dom. Desde criança o meu olhar para os animais, especialmente os mais necessitados, é de compaixão", diz. No início de sua carreira, pouco se ouvia falar em profissionais interessados em cuidar de animais silvestres na capital mineira e até mesmo no Brasil. Ainda mais aqueles que, por consequência da covardia humana, vinham com 'defeito', faltando patas, bicos, olhos. Para a maioria, o investimento daria muito trabalho e nenhum retorno. Para Marcos, a compensação é uma só: dar uma nova chance àqueles que já estavam condenados ao descaso e à morte. Em troca, recebe uma onda gigantesca de gratidão demonstrada euforicamente em cada lambida, abraço, mordida e, até mesmo, relinchos de felicidade.
  Apesar da fratura que sofreu no pescoço, após ser atropelada, a égua Marrom pasta tranquilamente na ala dos cavalos resgatados, geralmente vítimas de carroceiros. Ciumento, o Bode fica ali por perto, tentando intimidar os visitantes para que não se aproximem do seu ídolo. Até mesmo os urubus, tão discriminados, têm na ONG um cantinho para chamar de seu. Já o macaco-prego, cego de um olho, é esperto como ele só e adora surrupiar as bijuterias de quem passa por seu viveiro. Para dar conta de tantos agregados, a instituição conta apenas com três funcionários contratados e três voluntários. As despesas mensais com manutenção, limpeza, ração, medicamentos, entre outros custos, chegam à casa dos 40 mil reais. Do montante, apenas 15% vêm de doações de padrinhos que abraçam a causa. O que sobra é bancado com recursos próprios, angariados nos atendimentos realizados na Clínica Cães e Amigos, no bairro Aeroporto, em Belo Horizonte.
  Vítima de maus-tratos, o macaco-prego é esperto como ele só: mesmo cego de um olho, adora fazer brincadeiras em seu viveiro
  Na clínica, Marcos conta com o suporte da mulher, a veterinária Teresa Cristina Brini Motta. "Quando abrigávamos apenas 60 animais tínhamos o incentivo de muita gente. Depois que o número passou dos 100, muitos acharam que eu era meio doido." Bom humor é o que não falta ao veterinário, que, mesmo tão atarefado, faz o possível para não negar ajuda quando solicitado. Experiente em clínica e cirurgia geral, quebra a cabeça para confeccionar próteses para os vários casos de fratura que atende. "O importante é garantir qualidade de vida ao bicho", diz. Marquinhos, um cãozinho faceiro, tem nas duas patas dianteiras as marcas do abandono. Teve a sorte de ser encontrado a tempo, quando agonizava no meio da mata, às margens de uma rodovia. Duas próteses o ajudaram a recuperar os movimentos e a confiança no ser humano.





Caroline Louise, da CNN, publicado em: 21/07/2021 às 17h40

Inscrições abertas para o Festival Cultura da Paz


  As inscrições para o Festival Cultura da Paz, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado já estão abertas e podem feitas até 15 de agosto, no site da Secult (www.secult.mg.gov.br).
  Poderão se inscrever, os projetos de todos os municípios de Minas Gerais, que foram contemplados nos Editais 02 a 27 da Lei Aldir Blanc. Os proponentes devem inscrever um projeto relacionado ao tema “Cultura como fator de desenvolvimento social”.
  O Festival Online e gratuito, será realizado nas redes sociais da Secult e instituições vinculadas como Empresa Mineira de Comunicação; Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico; Fundação de Arte de Ouro Preto; Fundação Clóvis Salgado; além de ser exibido via canal do Youtube da Secult e nas plataformas streaming CineHumbertoMauroMais e da Rede Minas.





Da Reuters, publicado em: 23/08/2020 às 17h10

Juatuba publica decreto de repasse dos recursos da Lei Aldir Blanc


  A Rússia espera produzir entre 1,5 milhão e 2 milhões de doses por mês da sua potencial vacina contra a Covid-19 até o final do ano, gradualmente aumentando sua produção até alcançar 6 milhões de doses por mês.
  Segundo a agência de notícias "RIA", o planejamento foi anunciado pelo ministro da Indústria da Rússia, Denis Manturov, neste domingo (23). A vacina, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou, começará a ser testada em larga escala na próxima semana.
  Frascos da Sputnik V, vacina contra Covid-19 aprovada pela Rússia
  De nome Sputnik V, começou a ser produzida no dia 15 de agosto, informou o ministério da Saúde do país. O imunizante já havia sido aprovado pelo governo no último dia 11, antes de iniciar a Fase 3 dos testes clínicos. Dias depois, o estado do Paraná assinou um acordo com os russos para testar o medicamento.
  O chefe do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), Kirill Dmitriev, anunciou que os testes de Fase 3 da Sputnik V começariam no dia 12 de agosto. Cerca de 2 mil pessoas devem participar deste estágio, que é considerado crucial para avaliar a eficácia e segurança da vacina.
  Algumas pessoas já tomaram doses da vacina, como a filha do presidente Vladimir Putin e o próprio Dmitriev. No entanto, nenhum dado científico sobre a Sputnik V foi divulgado. “Sabemos que a tecnologia funciona e publicaremos os dados em agosto e setembro para demonstrar isso”, disse o chefe do RDIF.
  Dmitriev acrescentou que a vacina será distribuída gradualmente para profissionais da saúde e para pessoas que compõem grupos de risco antes da vacinação em massa dos russos, com estimativa para começar em outubro. A Sputnik V deve estar disponível para os outros países ainda em novembro deste ano.





Por GIRLENO ALENCAR, publicado em: 24/08/2020 às 09h10

Médicos são formados através de videoconferência


  •   Uma cena inédita ocorreu em uma instituição de ensino superior de Montes Claros: 40 novos médicos foram formados através de sessão em videoconferência, sendo a primeira vez que isso ocorreu em 58 anos da instituição. Outras instituições particulares da cidade já tinha adotado esse procedimento. A cerimônia foi realizada pelo sistema on-line em respeito às medidas de distanciamento social implantadas durante a pandemia da Covid-19. Trata-se da 66ª turma do curso médico, com conclusão das atividades referente ao segundo semestre letivo de 2020.
      A solenidade foi transmitida direto da sede da Reitoria, no campus-sede, e presidida pela reitora em exercício (vice-reitora), professora Ilva Ruas de Abreu, com as participações do secretário-geral da instituição, André Vinícius Chamone, a diretora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), professora Nair Amélia Prates Barreto, e do chefe de cerimonial, Alexander Sezko. A colação de grau antecipada acompanha a Medida Provisória 934, que foi convertida na Lei 14.040, de 18 de agosto de 2020, decreto federal e resolução do Conselho Estadual de Educação.
      Elas estabelecem normas excepcionais a serem adotadas durante o estado de calamidade pública por causa do novo coronavírus e reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020. A oradora da turma, a graduanda Fernanda Tofani Barbosa, em vídeo, lembrou-se da jornada por seis anos no curso de Medicina, ao lado de colegas, professores, servidores e familiares “com descobertas, obstáculos, erros e acertos, contudo, com intensidade que trouxe aprendizado e conhecimento para aprimorar a essência de cada um”.
      A reitora em exercício, professora Ilva Ruas de Abreu, destacou que o atual momento é de “se reinventar diante do novo, com passos guiados pela fé e pela perseverança. A outorga de grau é um momento único da Universidade. Estamos distantes, mas não menos emocionados. Em nome da Unimontes, parabenizamos a todos pela conquista”. (GA)



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